Olá querido leitores! Começa oficialmente hoje a Coluna Intimidades com Lúcia Soares. E logo de cara o primeiro assunto será a própria intimidade que dá nome a coluna. Espero que a coluna ajude e abra os olhos de todos para vários temas.

Com a palavra, Lúcia…

“Olá, estamos inaugurando o novo espaço aqui  no blog Casa Casada escrito por Lara Cavalcanti para falarmos sobre “intimidades”. Irei abordar temas como namoro, amor, paixão, sexo, saúde e prazer. A ideia é de abrir um canal de comunicação para mulheres e homens, jovens e adultos que queiram de forma clara e objetiva esclarecer suas dúvidas sobre os temas citados. Dicas de filmes, livros também serão colocados . Tudo para facilitar uma maior reflexão e compreensão sobre o que pensamos e sentimos acerca dos relacionamentos e as várias formas de vivê-los. É isso ai gente, espero receber comentários e sugestões”.

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 Intimidade

Da nossa língua portuguesa, “qualidade de íntimo. Amizade íntima, relações intimas. Familiaridade”.

Mas de que intimidade estamos falando? Intimidade física ou emocional?

A intimidade física é hoje a mais propagada e fácil. O contato físico está cada vez mais presente nas relações. Na maioria dos namoros parece já ser via direta. Na sequência, os pares se conhecem, se beijam e entre um amasso e outro a transa acontece.

Entendemos que a intimidade física e a sexualidade são estímulos fortes e importantes para a vida, mas isolados não criam vínculos nem mantém a relação estável. Assim como outros estímulos vitais, duram pouco.

Já a intimidade emocional se instala, geralmente, nas longas conversas onde falamos de nós e ouvimos atentos às experiências do outro. Esta é resultado de uma autêntica relação, ou seja, quando alguém existe, se expressa e um outro recebe e se envolve.

Algumas relações podem evoluir sem a necessidade da intimidade física, daí surge a amizade. E quando ao contrário a relação avança além da amizade, a necessidade física vai crescendo ativando desejos e sensações podemos dizer que a paixão está se instalando.

E a paixão? Bom, esta merece um capítulo à parte. Voltemos para a “intimidade”.

Intimidade é você não precisar verbalizar tudo o que pensa, é aceitar a solidão do outro, é estarem familiarizados com o silêncio de cada um. Intimidade é não precisar estar linda/o em todos os momentos, não precisar ser coerente em todas as atitudes, é rirem juntos de uma história que só vocês sabem contá-la.

É possível o contato físico (sexo) sem intimidade?

Após a chamada “liberação sexual” uma nova categoria de interação sexual surge. O “ficar”, situação onde as pessoas por vezes experimentam a intimidade física sem necessariamente a intimidade emocional. Algumas dessas experiências podem resultar numa relação amorosa, porém a intimidade física isolada não preserva a relação nem traz os cuidados importantes para a manutenção da mesma. Em grande escala uma relação apenas baseada na intimidade física fica pautada apenas em satisfazer desejos físicos deixando em segundo plano a satisfação na troca de olhares, toques afetivos, palavras que nos move internamente, etc.

Sabemos que o primeiro local onde aprendemos a intimidade emocional é dentro de nossas famílias, por isso é importante a criança desde muito cedo ser encorajada para expressar seus sentimentos estando abertas também para a compreensão dos sentimentos alheios.

Enfim, o caminho para se trilhar em busca das relações afetivas varia ora inicialmente pela intimidade física ora pela intimidade emocional, contudo se almejamos relações mais duradouras e profundas buscando à formação de casal e de família, precisamos compreender que a intimidade física, sem a intimidade emocional, não sustenta a relação por longo tempo.

Boa sorte!

Por Lúcia Soares

Psicoterapeuta e Especialista em Sexualidade Humana 

Contato: luciasoares_silva@hotmail.com

 

 

 

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